Antes / De mãe para mãe

Ioga na gravidez: como olhar para si na gestação A conexão mãe e filho começa dentro da barriga Carol Baggio

3 de julho de 2013

Ioga na gravidez: como olhar para si na gestação

Olhar pra si, respirar, sentir o corpo e se conectar com o bebê: tudo o que a gente mais ama na gravidez!

Eu ando super sem tempo nesta segunda gravidez (contei que não comprei quase nada pro Bento ainda, né? Tadinho, vai ficar peladinho enrolado numa fraldinha! Hehehe), mas esta semana tomei uma decisão importante pra mudar essa situação. Na verdade, foram duas decisões: primeiro, vou diminuir o ritmo de trabalho a partir de agosto (o neném é esperado para outubro, quero tentar relaxar um pouquinho, ter tempo para organizar as coisas) e, segundo, comecei na ioga, num grupo especial para gestantes.

Uma das vantagens do trabalho de ioga durante a gestação é que ele ajuda em muito quem deseja um parto normal. As posturas auxiliam no fortalecimento do corpo e na diminuição das dores e incômodos do ganho de peso (ah, comprei uma balança pra dar uma monitorada na forma redonda, just in case). Por trabalhar o assoalho pélvico, a ioga também ajuda a não romper o períneo e, assim, evitar  lacerações na hora do parto (e episiotomia, aquele corte cirúrgico entre a vagina e o ânus).  Há quem diga que a prática da ioga também ajuda a diminuir o tempo do trabalho de parto e a incidência de partos prematuros.

Numa primeira aula, o que senti foi mais interior mesmo: as respirações fazem com que a gente olhe “pra dentro”, ajudando a controlar a ansiedade – dá uma paz… Principalmente quando você já tem mil outras coisas para pensar, conseguir ficar alguns minutinhos só com você é mesmo gratificante. E a prática tem exatamente essa função, de fazer com que a gente “desligue” do mundo e busque se encontrar, se energizar, olhar de forma positiva e confiante para a gravidez. Outra coisa super bacana e importante foi estar num ambiente com outras várias grávidas, com histórias, medos e expectativas tão diferentes (e incrivelmente iguais) aos meus. No fim da aula rolaram uns minutos de um papo tão bom que deu vontade de ficar ali por horas. Eu gostei bastante, saí de lá feliz e com vontade de que chegue logo a próxima aula.

Mas sabem o que foi gostoso mesmo? Enquanto eu fazia uma posição com os joelhos e cotovelos no chão, senti uns chutinhos na barriga. Como entrei na 24ª semana de gestação, faz um tempinho que sinto a “farra” de Bento aqui comigo, mas na aula,  por estar muito concentrada e conectada, foi um sentimento bem maior e mais gostoso…

E vocês, como se conectam (ou conectaram) com seus bebês durante a gestação?

carol_interna

Jornalista de Campinas que, apesar de morar desde 2002 em São Paulo, continua puxando o erre. Vive de dieta e adora protetor solar com base. Libriana, acha que é uma pessoa um pouco indecisa, talvez. “Amasiada” com o André, mãe da Nina e autora do blog Nina Ensina.

 

Crédito da imagem: We heart it.

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