Antes / Depois

Ninguém é menos mãe por ter feito cesárea Existem mil maneiras de estreitar o laço mãe e filho, que não apenas o parto normal Helena Dias

2 de outubro de 2013

Ninguém é menos mãe por ter feito cesárea

Amor de mãe vai muito além da escolha do parto

Oi, mamães!

Tudo bem com vocês e seus filhotes? Tem uma polêmica que conheci apenas durante a gravidez e faz tempo que reflito sobre ela: a escolha do parto (e o julgamento que fazem em cima dela). Nos últimos tempos só se fala sobre o documentário O Renascimento do Parto. Confesso que ainda não assisti simplesmente porque quis evitar o tapa na cara.

Eu fiz cesárea. Mas essa não era a ideia. Eu queria normal. E queria muito. Me exercitei a gravidez inteira, fiz pilates até o oitavo mês, controlei o peso, li muito a respeito e conversei com muita gente que fez os dois partos. Com 38 semanas, fui fazer um ultrassom e deu que o líquido amniótico estava muito baixo. A médica do laboratório disse para eu entrar em contato imediatamente com a minha obstetra e assim eu fiz. Minha obstetra, super calma, me disse para ir ao consultório dela na mesma tarde. Como meu noivo/namorado/marido tinha que resolver algumas coisas no trabalho antes de irmos  à consulta, fiquei em casa esperando, e aproveitei pra comer umas colheradas de brigadeiro (vício antes, durante e pós-gravidez). Foi com a colher na mão e o barrigão sambando que atendi ao telefone quando ele tocou.

- Oi, Helena (era a secretária da minha obstetra)! A Dra. pediu pra avisar que você deve estar na maternidade às 17h. Seu parto será às 19h.

Catapuflt. Sabia que ele ia se adiantar, mas não sabia que seria aquele dia (eu ainda precisava dessas duas semanas). Parto com hora marcada era tudo o que eu não queria, mas me pareceu o melhor pra saúde do meu bebê naquele momento.

E confesso que nessa hora a emoção é tão grande que eu nem pensei nos prós e contras da cesárea. Eles demoram 9 meses pra conhecer a gente, mas ainda assim, tudo é surpresa, nenhum preparo é suficiente. Naquela noite (7/11/12), meu filho estaria nos meus braços. Confesso que não questionei minha médica. Confiei plenamente. E aquele dia, com hora marcada, nasceu meu filhote, em dia de jogo do São Paulo, fazendo o Leandro morrer com o ingresso do jogo na mão. Não nasceu do jeito que eu queria, mas nasceu saudável. Me fez feliz e veio ao mundo como tinha que vir.

A escolha do parto é algo muito delicado. Quem optou por uma cesárea ou a fez por influência do obstetra e se arrependeu, não deve sentir culpa nem remorso. Essa é apenas a primeira escolha da maternidade. Você vai ter uma vida de escolhas certas e erradas pra fazer por seu filho. E nem por isso você o ama menos. Sei de todos os benefícios do parto normal e acho lindooooo, mas ninguém é menos mãe por ter feito cesárea! Existem mil maneiras de estreitar o laço mãe e filho, que não apenas o parto normal. E uma coisa é verdade: depois que seu filho está nos seus braços e você olha a carinha dele, não importa como veio ao mundo. Apenas ame e ponto!

Bjkas e até semana que vem.

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Helena Dias é jornalista e mãe de primeira viagem. Junto a maternidade, descobriu a delícia de planejar festas e caçar tendências por aí. Vive na correria e seu passatempo favorito é apertar as bochechas do Benício. Mãe coruja, mantém um instagram @corujicess, onde compartilha as descobertas do filhote.

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