Antes / Maternidade Real

Ter ou não ter filhos? Uma hora é preciso decidir se queremos ter filhos ou comprar uma bicicleta Glauciana Nunes

28 de janeiro de 2011

Ter ou não ter filhos?

Eu, entre outras coisas, nasci para ser mãe...

Algumas coisas só se descobrem depois que as vivemos. Eu, por exemplo, nunca pensava em ter filhos, não achava que a maternidade era para mim, não me sentia apta a ter um outro indivíduo dependendo de mim. Era o império do egoísmo.

Mas, Eduardo insistiu – e que bom que ele teve essa percepção – em vir para que eu pudesse enxergar que sentia o oposto de tudo o que eu ensaiava como discurso. E hoje, depois que dei à luz a uma outra vida, reafirmei para uma amiga no fim de semana: eu, entre outras coisas, nasci para ser mãe.

Hoje, a minha alegria é discutir com Fabio a educação de Eduardo e Luca, analisar o comportamento deles, é levar Dudu ao banheiro trocentas vezes na madrugada, para que ele não faça xixi na cama, é acordar muitas vezes para amamentar Luca, fazer comida com menos sal porque só assim eles se alimentam bem. Detalhes tão pequenos, mas que tomam boa parte do meu dia.

E a amiga, solteira ainda e que só agora engata um novo relacionamento, diz que não consegue se imaginar cuidando de mais uma pessoa a vida toda. Eu a confortei dizendo que realmente não precisamos ter essa certeza antes de experimentar. E, em contrapartida, que eu também não acredito que toda mulher nasceu com esse espírito materno aflorado só porque tem um útero. Sinceramente, não acho que toda mulher tenha que procriar só porque a natureza lhe deu essa opção. Ter filhos é questão de escolha.

Uma escolha que nos faz renunciar de muitas coisas, de muitas mesmo, as quais achamos que não conseguimos viver felizes sem: as noites não são mais as mesmas, a liberdade de sair do trabalho sem hora para voltar não existe mais, o fim de semana de papo pro ar acabou e muitas outras regalias que só têm aqueles que não têm filhos.

E convenhamos que a sociedade moderna prega a “curtição a qualquer custo”. Conheço inúmeras pessoas que continuam firmes e fortes com seus discursos de não vou ter filhos, não dou conta de cuidar de alguém, casar para quê se posso beijar um em cada noite? Entretanto, essas mesmas pessoas lotam os divãs dos psicólogos na neura da solidão.

Precisam manter um discurso que case com seus amigos que frequentam a balada todo sábado, mas nas noites de domingo se contorcem de tristeza em casa. O ideal seria que todos encontrássemos o tal do bom senso.

Palavrinha difícil essa de ser colocada em prática. Que pudéssemos sempre ter o que nos basta na vida na proporção certa. Inclusive a escolha de ter ou não filhos. Que essa fosse realmente uma decisão pautada no desejo lúcido de ter ou não. Que uma pessoa pudesse escolher ter ou não filhos sem a capa do egoísmo ou sem o discurso dominante das massas, em prol da liberdade extrema.

Nesse momento, me lembro de uma frase que gosto bastante: liberdade é ter alguém para se prender.

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