De mãe para mãe / Depois

A crise dos 2 anos de idade: bebê ou criança? Como a chegada do nosso segundo filho tem mexido com a Nina Carol Baggio

12 de setembro de 2013

A crise dos 2 anos de idade: bebê ou criança?

Dilemas da infância: bebezinha ou menina grande, eis a questão!

Na crise dos 2 anos de idade, Nina anda indecisa se é menina grande ou bebê. Engraçada essa fase… (parece que se intensificou depois da descoberta da chegada do irmão): para algumas coisas é arrojada e não quer ajuda; para outras, parece voltar no tempo – e a gente fica só acompanhando a história sobre o crescimento dos filhos.

Fui num encontro com duas amigas que têm filhas mais velhas (9 e 10 anos) e foi um barato ver a minha pequena, do alto dos seus 2 anos e 10 meses, se enturmar com as meninas. Ok, para elas a Nina era tipo a “irmãzinha mais nova”, muito fofas. Me diverti quando levei a Nina no banheiro e perguntei: “vocês estão brincando do que, filha?”,  e ela respondeu: “a ‘zente’ tá ‘blincando’ de conversar”. Imaginem a cena: duas pré-adolescentes adoráveis conversando sobre a vida e uma pirralha participando ativamente. Achei o máximo.

Por outro lado, tem horas que minha menina vira uma grande bebezona. Chora por tudo, quer colo e chupa o dedo (ai, que difícil carregá-la no colo aos 6 meses e pouco de gravidez!). E quando começamos a ganhar algumas coisas pro Bento? Ela encarnou o “bebezinha mode on repeat” – e o ciúme começou a aflorar. Bom, encaramos isso como um processo mais do que natural, afinal de contas, tudo sempre foi só dela e pra ela, e imaginamos que quando o irmão estiver fora da barriga esse sentimento ficará ainda mais forte (por outro lado, há momentos deliciosos de muito carinho, como quando ela canta pra ele ou ajuda a passar o creme na minha barriga).

E aí que, eu como mãe, fico olhando as reações da Nina e viajo no tempo sobre o crescimento dos filhos. Sim, ela ainda não se decidiu se é grande ou pequena, vive no meio de muitas emoções diante do crescimento e está aprendendo a lidar com todas as mudanças. Mas a verdade é que, se fosse possível, bem que eu queria que ela continuasse bebê a ponto de sempre caber no meu colo – recorrendo a mim cada vez que pintasse a vontade de um dengo – e que virasse menina grande, “conversando” com as amigas sobre a vida e o mundo…

Alguma mãe aí tem essa vontade também?

carol_interna

Jornalista de Campinas que, apesar de morar desde 2002 em São Paulo, continua puxando o erre. Carol Baggio vive de dieta e adora protetor solar com base. Libriana, acha que é uma pessoa um pouco indecisa, talvez. “Amasiada” com o André, mãe da Nina e autora do blog Nina Ensina.

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