Depois / PostNovela

Cap. 1 – Eu quero dormir A noite, literalmente, é uma criança... Fabiana Deziderio

9 de fevereiro de 2012

Cap. 1 – Eu quero dormir

Que mal há em querer dormir? Que custa acordar com uma carinha menos amassada? rs.

A primeira POSTNOVELA MATERNA BRASILEIRA que envolve drama (de preferência o mexicano), cansaço, risadas e situações completamente comuns as mães.

E no capítulo de estréia: Eu quero dormir

Levanto do sofá, olho para o microondas onde o relógio marca 0:45.
Estou sem sono, não deveria ter visto como as pessoas são felizes no facebook.
Mas insisto, dou passos decididos até o banheiro. Preciso passar uma água no corpo e preciso também tirar a máscara para os cílios efeito 3D (dispenso a cara de panda baladeiro).

Escuto o barulho do ventilador, tudo parece muito tranquilo.
Então, visto minha camisola pós-parto (eu costurei a alça e deu super certo).

Hora de deitar.
Olho para a minha cama e vejo um homem lindo. Ele ocupa todo o espaço (estou falando do Joaquim, meu filho, que dorme com a gente para pânico do meu terapeuta). Aproveito para beijá-lo ternamente e para empurrá-lo, porque não existe nada mais folgado que este molequinho de 2 anos.

Agora, com algum espaço me jogo com a suavidade de uma jaca mãe (para não acordar meu parceiro). Ajeito o travesseiro e sinto dores na lombar (eu sempre lembro dela na hora de dormir).

Num ato de agradecimento falo com Deus. Costumo nestas horas usar as “preces estilo twitter” 140 caracteres com link para a oração dominical feita por Cid Moreira.

Ai vem o avassalador cansaço de mãe. Fecho os olhos e quando estou pronta para sonhar escuto um pedido que ecoa no ar: “mamãe lele”.

PARA TUDO!!!!!

Como assim mamadeira? Estava prestes a encerrar o primeiro capítulo!

Então, envolta em minha confusão materna disse de forma decidida: Não vou dar porcaria de mamadeira nenhuma. Estou preocupada com sua boca, essa mamadas noturnas podem dar cárie.

Mas não encontrei a resposta desejada. Homens simplificam diante da dor e então ele pediu, desta vez chorando: mamãe lele.

Recordei momentos anteriores, lembrei do jantar “refluxado*” (*vomitado versão postnovela) e cedi: TOMA AQUI SUA LELE (nesta hora minha voz estava embargada).

Ele tomou tudo, me devolveu a mamadeira com um cutucão no ombro (tipo “toma ai”) e voltou a dormir. Mas eu já tinha olhos abertos, pensamentos em série como: marcar dentista, passar pelo saldo do banco, pensar no lanche da escola, etc. Olhei novamente para o relógio e ele marcava 2:30.

Agora, se tiver coragem leia as linhas a seguir porque as informações são quentes e desfecham este enredo.

O maior drama da postnovela brasileira. Algo que não acontece com nenhuma mãe.

Vou aqui recapitular. “Olhei novamente para o relógio e ele marcava 2:30″ e eu, eu precisava levantar às 5:50.

FIM!

Na próxima sexta mais um capítulo de Fragmentos da Vida Materna – a primeira postnovela materna brasileira

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