Depois / PostNovela

Cap. 34 – “É bom para o moral” Joaquim descobre que pode usar seu encantador vocabulário para tirar sarro da própria mãe :} Fabiana Deziderio

8 de novembro de 2012

Cap. 34 – “É bom para o moral”

A gente cria no doce caramelado de geladeira e quando cresce um bocadinho, faz isso ai...rs.

Semana passada falamos sobre uma experiência constrangedora envolvendo um menino, um protetor e uma perna de mãe. Não viu? É só clicar aqui.

Episódio de hoje: “É bom para o moral”

Autoestima de mãe é tipo uma montanha-russa e normalmente estamos na queda com frio na barriga. Um olhar torto, uma palavra mal colocada e lá estamos nós nos sentindo as piores pessoas. Então, some a isso um moleque de 3 anos que descobriu um vocabulário ótimo para detonar “o moral” desta pobre pessoa/mãe que vos escreve.

E como rir ainda é o melhor remédio, vou fazer este capítulo nos moldes stand-up comedy. Sabe quando um piadista se apresenta sozinho num bar? Quando ele fica num banquinho, sob uma luz mais fraca falando de coisas e mais coisas sobre a própria vida? Pois então, é desse jeito ai. Só que, para deixar a coisa mais adaptada ao nosso universo, vou escolher um cadeirão e um microfone de brinquedo, pode ser o do Sid Cientista que está no foto do post de hoje :)

Alô, testando, 1, 2, 3…hora de começar!

Piada 1

Joaquim olha pra mim, depois põe o dedo na minha barriga e diz: – Mamãe, o que é isso?
- Isso o que? (eu sabia que ele estava falando da “pochetinha de banha” ou do “topo do muffin”, como preferir).
- Isso na sua barriga (apertando o excesso de fofura) ? É outro “bibê”?
- Não Joaquim, não é outro bebê (com uma voz arisca/derrotada).

É perigoso falar isso para uma mãe. Como pode? O moleque não tem noção de perigo gente.

Piada 2

- Mamãe, mamãe?
- Oi filho.
- Você pode arrumá minha mala?
- Pra que?
- Pra eu ir embóla pala outa mãe.
- Posso saber o motivo?
- Poque eu num gosto di você

Como assim ir embora? Como assim não gostar de mim. Tudo bem que não sou a pessoa mais perfeita do mundo, mas é cuspir no prato, “né, não?”

Piada 3

Joaquim pega meu sutiã, encaixa nos braços e diz: – Que é isso mamãe?
- Sutiã filho
- Põe no peito, né mamãe?
- Sim filho
- Que peito gandi, né?
- É Joaquim :///////

E enquanto isso, o pai morrendo de rir tira o sutiã de joaquim e coloca na cabeça para simular um chapéu de piloto de avião. É ou não é muita humilhação para uma mãe só?

Piada 4 – hora de acabar o show :)

- Mamãe, onde você compou essa ropa?
- Na loja, por que?
- Porque é velha e feia.

Ai “cê” faz o que? Liga pro terapeuta, marca consulta dupla, dorhttp://mulheremae.com.br/wp-admin/post.php?post=554&action=edit&message=1me no divã, né?

A sorte é que Joaquim é dono do meu coração. As vezes acho que a gente tem um amor bandido, sabe essa coisa de relacionamento intenso? Mas cada vez que ele abre um sorriso o mundo para e eu entendo porque passo por todas essas fases de humilhação gratuita.

Obrigada pela visita e lembrem-se de dar a gorjeta para o garçom que serviu a sua mesa durante esta apresentação!

DJ, favor soltar a música escolhida para este capítulo. Poesia pura ou seu dinheiro de volta!!!

FIM

E na próxima semana teremos mais: Fragmentos da Vida Materna – a primeira postnovela materna brasileira!

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