Depois / Maternidade Real

Como os nossos pais… Ou não! Loreta Berezutchi

25 de junho de 2013

Como os nossos pais…

Outro dia o Pedro me fez uma pergunta, não me lembro bem qual, e eu respondi da maneira mais honesta e sem pensar possível, ou seja, é óbvio que no futuro isso seria usado contra mim, e foi!

Passaram-se algumas semanas, e eu perguntei alguma coisa para o menino que me respondeu da mesma maneira, atravessada, honesta e sem pensar que eu havia feito antes, na mesma hora eu o repreendi dizendo que ele não podia falar assim com a mãe dele, e então, só pra variar, ele me surpreende com a resposta: – Por que mães e pais podem dizer o que querem para os filhos e os filhos não podem?

Pois é, por quê??

Fiquei pensando que normalmente, educamos os nossos filhos com base na maneira como fomos educados, tem coisas que a gente passou na infância e adolescência que promete que jamais vai repetir com os filhos e tem coisas que a gente faz igualzinho, porque acredita que seja o melhor, ou porque não sabe outra maneira de fazer.

E se você não tiver um modelo pra seguir? E se o que os seus pais te ensinaram nunca fez muito sentido, ou fez, mas já não faz? São novos tempos, nova cultura, novas necessidades, dá pra seguir estes mesmos modelos e padrões?

Eu sei que eu tô meio repetitiva com esta coisa de família e tradições, mas como disse no post anterior, este mês de junho me faz pensar nestas coisas e daí, eu encanei nisto, “garrei” amor neste assunto de uma maneira que tem me tomado noites de sono.

Estou aprendendo a criar meus filhos numa época em que as mulheres não são mais unidas fisicamente como antigamente, não tenho mães, tias, avós, primas mais velhas, sobrinhos, etc, para me ensinar no dia a dia como fazer. A minha maneira de aprender é compartilhar através da internet, com as amigas virtuais que, ás vezes, eu nunca vi pessoalmente, mas acompanho desde a gestação de uma maneira tão íntima que já me sinto parente, como uma tia com vários sobrinhos espalhados neste  mundão.

Quando meu filho faz alguma coisa que, sem pensar, eu tenho uma reação instintiva baseada na maneira como eu fui criada, me faz acreditar ainda mais fortemente em 3 coisas: 1) mãe é uma coisa que transcende a carne, está inserido na sua psiquê mesmo que você deseje (e tenha motivos) para tentar esquecer; 2) Somos sempre muito, mas muito responsáveis pelos exemplos que passamos, estamos criando pessoas, formando uma geração! e 3) Há de se criar novos modelos de educação sim! Cada mãe sempre vai saber como, onde e porque tal coisa serve para sua família, ou não!

Você pensava que criar filhos era moleza? Vai pensando…rs

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