De mãe para mãe / Depois

Desfralde: você está preparada? Tudo o que ninguém fala, mas você precisa saber Fabiana Deziderio

26 de julho de 2013

Desfralde: você está preparada?

Abraço quentinho em todas as mães que estão na fase do desfralde das crianças!

No capítulo anterior, falei de uma certa dificuldade de me relacionar com magras de ruindade x balança. Não viu? Clique aqui.

Episódio 64: O que ninguém fala, mas você precisa saber.

Vou começar anunciando: eu segurei o quanto pude o desfralde do Joaquim. Mas aí, o minitrollador amado que mora em casa resolveu queimar as fraldas em praça pública. Sim, ele fez uma revolução em minha vida sem que eu tivesse tempo de concordar.

O garoto ficava pelado o dia inteiro. Bastava vesti-lo para ele arrancar tudo como num show do Clube das Mulheres. Sabe quando os “moço tira” as roupas de velcro? Então, era exatamente com a mesma agilidade ninja. Foram dias e mais dias explicando que não moramos na selva, como pensa Axl Rose…

Bom, e como minha vida é um livro de Zíbia Gasparetto no meio, peguei também o karma de vivenciar tudo o que pode dar errado na época do desfralde. Vou abrir as situações, para que das duas uma:

a) Você se sinta feliz, porque seu desfralde tá tranquilo.

b) Você saiba que não está sozinha.

Bora começar o capítulo!

1) Caganeira Diarreia – Sim, minha cara, no segundo dia de desfralde, Joaquim provou que o babado pode ganhar uns 5 níveis de dificuldade, porque virose nessa fase é de lascar. Lembrei do conselho do especialista: nada de colocar as fraldas, porque isso irá confundi-lo. Lembrei dos dramas pelos quais passei, lembrei do lance da máscara de avião (acomode primeiro em você e depois na criança), e decidi que colocaria fralda novamente. Nesse caso, estou mais para “sou humana” do que “sou brasileira e não desisto nunca”.

2) Alarme falso – Eu sou uma pessoa ansiosa, muito ansiosa, tipo o burro do Sherk.

E cada vez que o Joaquim trançava as pernas eu saía correndo. Lembro de estar almoçando deliciosamente bem (porque com eles maiores a gente come melhor), quando o menino falou a palavra “cocô”. Eu tive que descer correndo 4 andares para chegar no banheiro infantil. Lá, comecei a entoar o mantra “não encosta em nada”. Tipo uma corrida maluca onde a gente segura a cria e limpa as coisas. Depois de tudo esquematizado, ele solta: Não estou mais com vontade. (Senhor editor: colocar nariz de palhaço em mim).

3) Cantos, mantras e sinos (o sinos são só para dramatizar) – Já falei acima do “não encosta em nada”, mas no banheiro da minha casa tenho outro mantra: “sai cocô, sai cocô, sai cocô”, na vibe do vídeo abaixo:

Imagina o pobre coitado na privada e a doida da mãe entoando palavras repetidas? Gente, escrevendo este post me liguei que traumatizei o moleque… Tadinho!!!

4) Livros – Você pode ter alguma esperança e eles de fato colaboram para a compreensão de alguns conceitos. Mas, muitas vezes, eles serviram de passatempo. Lembro de ficar num banquinho do Backyardigans (não sei como não quebrou)  esperando o desenrolar da situação (literalmente). Tinha dia que demorava tanto, que eu lia até lista telefônica (isso nem existe mais, eu acho).

5) Intestino preso – Gente, to falando que passei por todas as provas! Kakim sempre foi um guardador nato de alimentos no intestino (se assim posso dizer), então, minhas idas para banheiro sempre foram acompanhadas de muito suspense. Ele já ficou 6 dias sem fazer nada. Isso mesmo, 6 dias! Fiquei, literalmente, com uma criança enfezada em casa (não bastasse o terrible two). A dica é não se meter, mas eu não aguentei e taquei um supositório de glicerina (o pediatra deu a maior bronca), mas repito: sou mãe, humana e às vezes prorrogo (não necessariamente desisto).

6) A louca do barroco – Colocar em prática o que aprendemos é pura arte. A dica que recebi da psicóloga foi: admirar a obra do filho (ah! por isso que toda mãe é normal). Passei então a dizer: “nossa! Que cocô lindo você deu para a mamãe. Olha, esse tem milho, olha, esse tem cenoura…hum… que cheirinho fedido, que presente”!!! Eu fiquei chocada, bege, nude, mas funciona!!! Eles ficam felizes, estufam o peito e se sentem os melhores do mundo.

7) Rolling on the river – Essa parte é meio estranha, mas eu vivia catando cocô do Joaquim no chão. Não bastasse isso, tinha que disputar corrida com o cachorro. Era bater no solo pra começar a aposta em casa. Pra que facilitar se tudo pode ser com mais emoção, hein?

E por fim, a única coisa certa para essa fase tão especial é deixar o tempo passar. As coisas se encaixam, os pais e filhos se entendem e o que resta são as memórias regadas de saudade dos bebês que moravam em casa. Força na peruca e um beijo grande.

FIM

Trilha “rolando no rio”

Erro de gravação:

Má: – Fabi, o que é esta bolinha marrom? (já segurando)

Foi a primeira e última vez que ele fez isso.

FIM MESMO

Não perca o próximo episódio de Fragmentos da Vida Materna, a primeira postnovela materna brasileira!

PS: Veja se o seu filho está pronto para o desfralde e quais são as nossas dicas para esse período.

fabianadeziderio_interna

A Fabi chegou no finalzinho de 2011 e emprestou para nós sua filosofia de vida e de maternidade: se tudo mais falhar, ria de si mesma! Ela é fundadora da postnovela “Fragmentos da Vida Materna” e é também a gerente da plataforma Mulher & Mãe.

Deixe o seu Comentário


  • Raquel Cassoli

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk .Aqui foi menos dramático, mas ainda tenho mais um desfralde pra fazer….

    • Fabiana Deziderio

      Raquel, sua SORTUDA!!!!!! Morri de inveja, rs. Beijocas.

  • Mãe Perfeita

    Fabi, eu também sou adepta do mantra “não encosta em nada!” Ainda tem o truque de “chamar xixi”, fazendo o barulhinho shhhhhh… Ri muito com seu post!
    Um beijo,
    Marusia

    • Fabiana Deziderio

      Num dá uma gastura? Parece umas loucas, rs. Beijos lindona!


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