Depois / Maternidade Real

Escolinha ou babá? Apostar no desenvolvimento do bebê na escolinha ou em sua proteção com a babá? Helena Dias

11 de setembro de 2013

Escolinha ou babá?

Eis o dilema: escolinha ou babá?

Oi, mamães! Como vocês estão?

Eu confesso que estou num dilema que deixa o coração apertado: escolinha ou babá? Durante a gravidez, imaginava deixar o Beni em uma escolinha quando acabasse minha licença. Parar de trabalhar foi uma ideia que passou vagamente pela minha cabeça.

Então minha mãe sugeriu deixar meu filhote com uma babá, mas na casa dela. Como ela trabalha no esquema home office, poderia supervisionar de vez em quando! Confesso que manter meu filho perto da minha mãe enquanto eu estivesse longe foi reconfortante. Ele adora ela e é o único colo pelo qual ele troca o meu. Nada como amor de vó (santas avós), né?

Pensávamos em colocar o Beni na escolinha apenas quando tivesse cerca de um ano e meio, depois de andar e falar algumas palavrinhas. Isso já faz 5 meses e nunca tive problemas em relação aos cuidados com meu pequeno. Mas todas as mães devem ter em mente que nunca uma babá terá os mesmos cuidados que você.

No entanto, semana passada, resolvi começar a procurar escolinhas e ver o que eles de fato oferecem. Nunca tinha feito isso desde que meu filho nasceu. Vou confessar que fiquei surpresa com algumas coisas que vi. Os bebês têm aula de música, cardápio elaborado por nutricionista, fisioterapia, shantala e alguns até banho de ofurô… Escolinha assim até a gente quer, né? Isso sem contar os prós que escutamos: o bebê fica mais independente e dá um upgrade no desenvolvimento.

Por outro lado, escolinhas são fontes de doenças, né? E ao mesmo tempo, sinto medo de ser muito cedo pra tirar o Beni de um ambiente familiar. Penso também que mais pra frente, essa adaptação será mais difícil. Ai, ai, ai… Quem já passou por esse dilema?

helena.jpg

Helena Dias é jornalista e mãe de primeira viagem. Junto a maternidade, descobriu a delícia de planejar festas e caçar tendências por aí. Vive na correria e seu passatempo favorito é apertar as bochechas do Benício. Mãe coruja, mantém um instagram @corujicess, onde compartilha as descobertas do filhote.

Deixe o seu Comentário


  • Lilian Paiva

    Quando voltei a trabalhar a Gabi tinha 6 meses. Optei por deixar com uma babá de confiança, na casa dela. No começo foi super bom, mas logo percebi que ela tinha dificuldades em acatar minhas solicitações e isso passou a me incomodar.

    Fui visitar uma escola que adorei mas resolvi deixar para colocá-la somente em 2014, exatamente porque já estaria andando e falando algumas coisas. Mas as coisas se precipitaram e a própria babá não aguentou mais minhas “chatices” e após quase quatro meses, desistiu de cuidar da Gabi e de um dia para o outro me deixou na mão. Ela ficou uma semana com a minha mãe e depois coloquei na escola.
    Que maravilha ! Agradeço a babá
    por ter desistido e me arrependo de não ter optado pela escola antes. Ela está muito feliz, não teve problemas de adaptação e vai toda feliz encontrar as professoras e os amiguinhos. Se desenvolveu muito e hoje acredito que, para nós, a escola foi a melhor opção.

  • Eduardo Vieira

    Passamos por este dilema também. Babá nunca foi opção pra nós depois de ver tantos e tantos casos de agressões e maus tratos. Não que a escolinha esteja imune a coisas do tipo, mas com dezenas de mães de olho em seus filhos o risco é muito menor.
    Com 5 meses meu filhote ficou um tempo na casa da avó, mas questões como distância e aquela sensação de que nosso filho não estava sendo cuidado exatamente como queríamos que fosse pesou um pouco na decisão de coloca-lo na escolinha com 8 meses de idade.
    Bem, o primeiro passo foi visitar várias delas até que uma nos encantou. O ambiente era de alto astral, arejado, limpo, bem integrado entre os alunos e as professoras e o método nos pareceu bastante adequado. O valor é que era um pouco acima dos demais, mas quando se trata de cuidados com nosso filho este fator não é prioritário.
    Bom, posso dizer que foi uma excelente decisão observada ao longo do tempo. Ele realmente ficou mais independente, sociável, sem contar com todo o estímulo adequado que recebe e nem sempre podemos dar no ambiente familiar. Além disso é muito bom vê-lo fazendo parte de um grupo de pessoas da mesma idade e com o mesmo nível de desenvolvimento. Eles acabam firmando uma mini comunidade entre os amiguinhos da escola que é algo fascinante.
    Há o revés da questão de maior exposição às doenças, entretanto no mundo de hoje onde os bebês acompanham os pais em shoppings, supermercados, lojas, eventos sociais, enfim, a exposição é praticamente a mesma. A pediatra, inclusive, falou que esta de adoecer com frequencia vai acontecer mais ou cedo ou mais tarde, se ele entrar na escola com meses ou com poucos anos, pois enquanto não houver exposição aos vírus e bactérias o corpo não criará a imunidade. Posso dizer que neste segundo inverno dele na escola a ocorrência de doenças já foi muito menor do que no anterior.
    Bom, espero que tome a decisão que a deixa mais tranquila.
    Felicidades.
    Eduardo Vieira


Editoriais em Destaque

Mães conectadas

27 de maio de 2013

A maternidade é um momento de descobertas e as vezes, de solidão. Os grupos maternos da internet dão dicas e apoio para as mulheres neste momento tão especial. Venha conhecer alguns grupos bacanas!

Como guardar as memórias em espaços pequenos

13 de maio de 2013

Você precisa de ajuda para organizar as memórias de seu filho? Então, dá uma olhadinha neste post, ele está cheio de dicas.

Estou grávida

30 de janeiro de 2013

Um par de sapatinhos entregue cuidadosamente para o pai é a cena que representa o momento do "estou grávida". Mas, na vida real a coisa é um pouquinho diferente e pra ser sincera é bem mais legal! Conheça a

Passeio escolar

22 de abril de 2013

Você deixa seu filho participar do passeio escolar com tranquilidade?

Galeria Mulher e Mãe