De mãe para mãe / Depois

Já fui criança e tinha medo – muito medo! Personagens do imaginário popular que assustavam e ainda assombram mamães e crianças Milene Massucato

21 de outubro de 2013

Já fui criança e tinha medo – muito medo!

E você, tinha medo de quê?

O medo faz parte da vida da gente. E criança, conforme cresce, vai mudando seus medos. No começo, elas ficam com medo de estranhos, de barulho de descarga, depois se assustam com o Papai Noel, e por aí vai. Não demora muito, e algum personagem querido pelos pequenos acaba caindo em histórias de lendas urbanas. O caso mais recente é o da Galinha Pintadinha, acusada de ter um pacto com o demônio em troca de sua fama. Verdade ou mito, a gente fica com o pé meio atrás.

Eu mesma vivenciei algumas dessas lendas na minha infância nos anos 80 e vim aqui dividir minhas recordações macabras com vocês.

Xuxa

Você acha que a fama e o estrelato de Xuxa Meneghel foi coisa de trabalho árduo? É porque você não viveu nos anos 80 e não sabe que ela, supostamente, fez um pacto com o demônio. A prova disso era girar o disco ao contrário (denunciando minha idade agora)  no refrão da música Doce Mel, para que palavras satânicas fossem pronunciadas. Além disso, todo mundo tinha a prima do amigo do filho do vizinho da vó do menino que estuda com seu irmão, que foi assassinada pela boneca Xuxa, a qual tomou vida durante as madrugadas e matou a dona do brinquedo. Os boatos eram assustadores, embora eu ainda ache que foi uma mãe sem grana para dar a boneca à sua filha que inventou toda essa baboseira. Atualmente, Xuxa anda assustando as mulheres, se lambuzando – mesmo – de um hidratante que, convenhamos, ela não usa nem a pau.

Fofão

Reza a lenda urbana, que alguns exemplares do boneco Fofão vinham “premiados” com uma faca dentro dele. Sei lá se o boneco matava as pessoas, ou como elas descobriam a faca dentro dele. Na boa, o personagem era feio de doer, que nem precisava de uma faca para se assustar com ele.

Hello Kitty

A lenda diz que uma menininha estava desacreditada pelos médicos por causa de um câncer na boca. A mãe, num último esforço, fez um pacto com o demônio para ter a vida da filha de volta. Como agradecimento pelo pedido atendido, criou a Hello Kitty (que em chinês quer dizer ‘Olá, diabo’ – alguém que manja de Chinês confere a informação?), que disseminou-se pelo mundo. Sublimarmente, a gatinha tem vibrações do acalorado, e por causa da doença da menina, não tem boca. Na minha opinião, isso é coisa da concorrência.

Quadro do menino que chora

Diziam que se você virasse o tal quadro de ponta cabeça, era possível ver a imagem do capeta. A verdade é que sempre tinha uma tia-avó com o dito do quadro num canto da casa, e você ficava se pelando de medo, mas ao mesmo tempo tombando a cabeça para ver se via algo. Virar o quadro de ponta-cabeça mesmo, era só para os destemidos. Até hoje não sei se dá para ver a imagem do tinhoso no quadro, visto que nunca tive coragem de fazer o processo. E vamos combinar que, mesmo sem virar, o menino que chora já é sinistro.

Loira do banheiro

Ela matou aula, fugiu para o banheiro e as causas de sua morte são desconhecidas. Desde então, a loira assombra os alunos que não querem assistir aula e se escondem no banheiro. É preciso rezar uma sequência de Pai-Nosso e Ave-Maria, dar um certo número de descargas, e a moçoila aparece. Sempre tem alguém que jura que a viu. Particularmente, eu penso que isso é coisa de inspetor cansado de pegar a molecada matando aula nos banheiros.

Homem do saco

Se a criança fica brincando na rua por muito tempo, sem nenhum adulto por perto, o homem do saco a pega,e transforma o pobre ser infante em sabão. Quem brincava na rua morria de medo de algum vizinho que se assemelhasse ao que sua imaginação pensava ser o velho do saco. Não havia provas do sumiço de crianças, mas que ele pegava, ele pegava! Depois, na época do Natal, as mães custavam a entender porque as crianças ficavam com medo do Papai Noel: um homem estranho, que curte crianças e anda com um saco na mão. Eu não confiaria.

E você, tinha medo do quê?

autor_milene.jpg

Milene é CEO em atividades materno-domésticas (do lar, não!), já que achou a maternidade mais legal do que todos os ofícios que já teve: de psicopedagoga a revisora de textos. Acha seu nome bonito, mas também atende por diiirce, pseudônimo que dá nome a seu blog, o www.diiirce.com.br.

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  • Helena

    ai como eu gosto dela…
    Mi, sua linda, e seus posts deliciosos!
    beijao
    Lele


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