De mãe para mãe / Depois

Mais amor (na “maternidade virtual”), por favor! Ando estarrecida com tanto barraco nas redes sociais Carol Baggio

8 de maio de 2013

Mais amor (na “maternidade virtual”), por favor!

Somos os exemplos dos nossos filhos... e educação é bom e mamãe aqui gosta!

Quando minha filha era bem pequena, recém-nascida mesmo, tive muita dificuldade em amamentar. Não acertávamos a pega correta, o cansaço atrapalhava, ela chorava por horas a fio, eu fiquei sozinha em casa… Enfim, uma combinação que tinha tudo para dar errado. Enquanto eu buscava emergir das minhas sombras maternas, me deparei com um grupo de apoio pró-amamentação. Através dele, nos encontros virtuais, pude descobrir opções de ajuda e apoio, algo que me faltava. Mas (tem sempre um mas, né?)…

Foi ali também, pela primeira vez, que senti na pele o lado cruel da “maternidade virtual”. Gente que, sem me conhecer, tampouco saber das minhas limitações e carências – naquele que já era o momento mais difícil da minha recente maternidade – apontou o dedo para o uso do leite artificial como complemento para tentar acalmar a fome e o coração da minha filha. Ali percebi que, sim, é preciso filtrar o que lemos nas redes, por proteção, por precaução, por discernimento.

Eu até acho que, naquela lista, a pessoa em questão estava cheia de boa vontade, de verdade. Ela só queria impedir que começássemos o uso do LA, pois, afinal, era uma lista pró-amamentação. Até aí, louvável. Mas a gente tem que tomar cuidado com o que escreve, ou melhor, como escreve na rede. Pelo simples motivo de não termos domínio sobre como a pessoa vai ler e receber a mensagem. Pra mim, naquela hora, a “ajuda” só fez com que eu ficasse ainda pior – chorei, me questionei ainda mais como mãe, quase desisti.

Estou escrevendo essa história toda só pra dizer que, sim, grupos na internet são ótimos para nos ajudar na maternagem, sem a menor dúvida. É onde os pares se encontram e acabamos ficando (ou saindo) de um grupo por afinidade (ou falta dela). Mas, em ambos os casos, respeito e cuidado com as palavras são bons e a gente gosta.

De uns tempos para cá tenho visto tanto barraco descabido em grupos na rede que ando estarrecida. Fico pensando em como seria se essas brigas acontecessem na vida real – imagina a baixaria na porta da escola dos filhos? No clube? Arranca rabo na pracinha? Então, gente, vale sempre lembrar: somos os exemplos dos nossos filhos… Todo mundo tem o direito de dar sua opinião e defender suas causas, mas, que o faça com educação e delicadeza (ó, nem estou entrando no mérito do “mais mãe, ‘menas’ mãe”, das “xiitas x alienadas”, nada disso!). Porque já dizia o Profeta: “gentileza gera gentileza”.

Obs. Que fique claro, antes que alguém aí resolva atirar alguma pedra (ai, gente, tô calejada, mas continuo não gostando de pedrada): não sou a favor de usar o leite artificial para ‘engorda’. Eu precisei por necessidade mesmo, porque não estava nutrindo minha filha. Mas, ainda bem, minha vontade de amamentar era grande, e, por isso, resolvi buscar ajuda real, no sentido de “fora da rede”. Encontramos uma pediatra especialista em amamentação, fiz relactação, fomos em fonoaudióloga, tive apoio de nutricionista especialista. Enfim, conseguimos!!!

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