Maternidade Real / Sempre

Rotular uma criança não é legal Ele é tímido, ele é agitado, ele é isso e aquilo... Chega! Denise Freitas

5 de dezembro de 2013

Rotular uma criança não é legal

Afirmar que uma criança é tímida ou brava limita e diminui seu potencial.

Preciso confessar que se tem uma coisa que me deixa completamente irritada são pessoas que costumam rotular uma criança  - inclusive os rótulos que as pessoas dão a minha filha. Nunca gostei de pré-julgamentos e sempre achei prematuro pessoas terem opiniões tão formadas sobre uma criança que acabam de “conhecer”.

Pedro é bravo, Carolina é simpática, Henrique é tímido. Não importa se é um adjetivo positivo ou negativo, determinar por uma ótica a personalidade de uma criança é limitador, desestimulante e diminui o pequeno, principalmente quando essa classificação é feita diretamente a ele.

As crianças estão em constante desenvolvimento e possuem atributos, características e preferências completamente mutáveis. Isso faz parte da sua evolução. Ela pode estar chateada, introspectiva, mas isso não pode ser definido como um padrão.

Recentemente, li uma matéria direcionada a educadores, que falava sobre o tema. Nela, uma doutora em psicologia da educação falava inclusive que um rótulo positivo pode deixar a criança sem autocrítica e ainda prejudicar a enfrentar desafios, para não correr o risco de não ser tão bom quanto o julgam.

Já ouvi diversos rótulos direcionados a Manuela, minha filha de três anos. Em geral, pessoas que não a conhecem dizem: – Nossa, ela é agitada! Confesso que me dói profundamente quando vejo a carinha dela ouvindo tal comentário. Fico pensando o que passa na sua cabeça. Será que entende?

Por experiência, afirmo, ela entende. Já a vi mudar instantaneamente seu comportamento, como quem quer se enquadrar ao que, talvez, não seja o correto. É nessa hora que respondo sem muitas delongas: – Não, ela é feliz e saudável, né Nunu?

Se observarmos atentamente, veremos que os rótulos acontecem também dentro de nossas casas, seja num ato de carinho (você é muito esperta) ou no momento de ira (como você é teimoso). Portanto, vamos fazer o exercício de trocar o juízo de valor por um estímulo adequado. Nossos pequenos merecem muito mais do que uma subclassificação.

Beijos.

 

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A jornalista Denise Freitas é agitada, estabanada e dona de uma risada inconfundível. Além de crianças, é apaixonada por animais, mas confessa ter uma queda por felinos. Casada com o paizão William e mãe da falante Manuela - de 3 anos, procura equilibrar a vida de empresária, mulher, mãe e autora do blog Mamy de Primeira.

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