Depois / Maternidade Real

O que eu aprendi sobre amamentação Insista, persista e respeite a sua e as outras formas de amamentar Loreta Berezutchi

30 de julho de 2013

O que eu aprendi sobre amamentação

A amamentação é um ato de amor e entrega

Quando estava grávida do Pedro, eu me atraquei com tudo o que foi livro, revista e sites sobre bebês, filhos, amamentação e tudo mais que cerca o universo das mães.

Claro que eu achava que estaria super preparada para qualquer coisa quando ele nascesse, e é claro que foi tudo ao contrário!

Primeiro, eu passei pelo susto de ver o meu bebê na UTI, um medo enorme, uma culpa enorme, um misto de sentimentos assustadores e arrebatadores. Ninguém ensina a passar por essas coisas nos livros sobre bebês, ninguém fala sobre as partes difíceis.

Depois, me deparei com uma pequena complicação que eu pensei que colocaria em risco a capacidade de nutrir o meu filho: eu tenho os mamilos planos!

Nunca tinha lido nada a respeito, muito menos a minha médica havia me alertado sobre isso. Ter mamilos planos é quando você simplesmente não tem bico nos seios. Sabe peito de manequim de loja, liso, reto e sem bico? Então, os meus são assim (menos a firmeza, é claro! rs) e quando a enfermeira da UTI, percebendo a dificuldade do Pedro em abocanhar o peito, me deu essa notícia, eu achei que não teria jeito, que seria difícil, que eu não conseguiria.

Mas tinha!

Procurei orientação no banco de leite do hospital, comecei a extrair leite na ordenha para garantir que ele recebesse o que precisava e, também, para estimular a formação do bico e a produção de leite. Usei alguns apetrechos que faziam sucção, fiz aulinhas de “pega correta” e continuei insistindo, insistindo e ele chorando, chorando…

Um dia, uma enfermeira me viu chorar e  perguntou se eu já tinha tentado o “bico de silicone”. O marido correu na farmácia para comprar esse acessório intermediário e foi assim que eu consegui amamentar o Pedro.

Um monte de gente que me via com o bico de silicone, inclusive o pediatra dele, dizia que eu precisava retirar isso, que ele tinha que  mamar direto no peito e eu tentei, tentei várias vezes, mas não dava certo. Eu ficava nervosa e ele ficava com fome.

Ouvi um monte de críticas, um monte de palpites, um monte de simpatias e técnicas, para que eu não usasse o bendito bico de silicone, mas no fim, o que me fez amamentar os meus filhos foi ele, e eu não me arrependo!

Eu fiz o que achei mais importante, alimentei os meus filhos com o meu leite da melhor maneira que eu podia, pelo maior tempo que eu consegui, e é exatamente isso que eu aprendi sobre amamentação.

Ela nunca será igual para todas as mães, cada uma vai passar por uma experiência. Para algumas será super fácil, para outras super difícil. Algumas têm força para insistir e outras preferem desistir. E quem é quem para julgar uma mãe?

Amamentar é o primeiro ato de entrega que uma mãe faz por seu bebê aqui do lado de fora, e cada mãe sabe qual é o seu limite nessa entrega. E não há como mensurar, não existe um plano ou uma regra que diga que se você amamentar mais, com silicone, sem silicone, em público ou escondido, será melhor ou pior mãe.

Eu escuto tanta gente se ofendendo, se comparando e competindo. Não existe essa história de melhor ou pior mãe, existe a mãe que faz o seu melhor e a mãe que não faz.

No final do dia, quem troca as fraldas, quem fica com olheiras, quem acalenta os choros é você e não quem insiste em te dizer o que fazer.

Procure se informar, conhecer, entender e solucionar da melhor maneira possível todas as suas dúvidas e medos. No fim, seja a mãe que você pode ser, o seu filho agradece e os seus ombros também!

loreta_interna

Paulistana que já morou no Recife, geminiana sempre em busca de informação. Loreta é apaixonada por filmes, livros, internet e Doritos com Cheddar. Mãe do Pedro e da Cacá, descobriu que escrever sobre o seu amor é a sua verdadeira e maior paixão. Loreta escreve o blog Bagagem de Mãe.

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