De mãe para mãe / Depois

Sexo depois dos filhos Melhor? Pior? Hum.... diferente. Carol Baggio

25 de junho de 2013

Sexo depois dos filhos

Como casal, a gente pensa 'sexo', mas quando olha a carinha dos pequenos, o que vem à mente é 'amor'.

Eu nunca tinha pensado em como seria a vida a dois depois dos filhos. Na verdade, imaginava como seria a rotina, o dia a dia, mas não tinha ideia de como seria no caso do “casal” mesmo, ou seja, o sexo depois dos filhos. Não acho que exista uma fórmula única de ser, aliás. Cada família tem um ritmo, um jeito, e isso se estende também ao relacionamento amoroso-sexual. Mas o que é inegável é que muda – pra ficar junto, como amantes (e não pai e mãe), tem que ter jogo de cintura.

Uma vez, num grupo de mães no Facebook, uma moça disse que transava todo dia com o marido – e isso depois dos filhos (sim, no plural). Acho que foi um dos tópicos mais comentados do mês (quiçá do ano!) ali dentro. Muitas mulheres ficaram meio que perplexas com a revelação, porque não conseguiam chegar no mesmo nível de, digamos, performance. E por vários motivos, todos envolvendo, justamente o pós-filho: cansaço, falta de tempo, falta de espaço (leia-se privacidade!), falta de vontade mesmo (sabe marido que não ajuda em nada nos outros itens da vida – casa, filhos, etc. – e só quer sexo? Pois é, muitas disseram que não há nada mais brochante!).

Quem nunca ouviu um ‘conselho’ de mãe, amiga ou tia de que “tem que ter um tempo para o casal?”. Eu acho que isso é verdade sim, sem dúvida. Só não acho que precise significar estar longe dos filhos. Eu, no meu apego, nunca consegui ficar longe da minha filha – pensar em viajar só com o marido, por enquanto, está fora de questão. Mas tudo tem seu tempo, logo chegará o momento certo. Por outro lado, tem quem tope deixar as crianças com parentes e sair por aí uns dias, pra manter a chama da paixão acesa (brega, mas verdadeiro).

Pra mim, filho é sinal de sexo que virou amor. Ou deveria ser. Quando um casal resolve procriar (ainda que meio que sendo surpreendido pelo destino, como no nosso caso), é porque queremos ‘eternizar’ o que nos une. Isso nada tem a ver com estado civil – aliás, ainda penso em um dia casar, depois conto pra vocês. O que eu estou falando é que, como casal, a gente pensa ‘sexo’, mas quando olha a carinha dos pequenos, o que vem à mente é ‘amor’. Tudo lindo. Mas, afinal, e o sexo? Depois dos filhos, noite de amor, muitas vezes, vira rapidinha. E rapidinha, muitas vezes, vira bimbada a jato. E bimbada a jato, muitas vezes, vira… “mamãe!!!”. Enquanto os passinhos no corredor se aproximam, todo mundo veste a roupa pra depois fazer cara de paisagem. Tô mentindo?!

 

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  • Aline da Costa Cortes

    É isso mesmo! Depois dos filhos, vida sexual ativa não significa sexo com preliminares; isto acontece bem pouco, aliás. É torcer pra dormir mais 15 minutos (ou 3, pelo menos), torcer pro desenho continuar interessante lá na sala ou pra não enjoar da massinha e querer que a gente pegue outro brinquedo no quarto.
    O ponto positivo é que a gente vai se reinventando a cada dia, né? Descobrindo novos lugares e posições (principalmente por conta das rapidinhas); neste sentido me sinto um pouco adolescente correndo perigo.

    Nunca viajamos sozinhos, mas Luna já dormir várias vezes na casa dos meus pais, e aí dá pra caprichar mais no namoro nu.

    E viva o sexo pós filhos!


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