Depois / Maternidade Real

Tradições de família Divagações sobre valores e exemplos Loreta Berezutchi

18 de junho de 2013

Tradições de família

Família, família, papai, vovô, titia...

Esta época de festa junina me faz pensar nas tradições, eu adoro esta festa, é a festa do ano que eu mais curto, muito mais que natal ou qualquer outra coisa, acho que é tão mais a nossa cara, tão mais sincera, sei lá…

A minha família (por parte de pai e mãe) nunca foi destas de “tradições”, meu pai, um jornalista meio comunista, sempre me ensinou a olhar o “sistema” como ele é, sem engolir comemorações no estilo panis et circenses, a minha mãe sempre foi mais prática: páscoa é páscoa porque sim, natal é natal porque sim e acabou.

Daí a gente cresce e vai formando nossas próprias opiniões, percebendo o que vale a pena, o que não vale e escolhe como vai lidar com tudo isso até que um dia, você vira mãe e percebe que ter tradições é importante sim, é bacana ver os filhos aprendendo e crescendo com os valores e ensinamentos que você está transmitindo, isto também é responsabilidade, e muita!

Agora, imaginem pra mim, uma pessoa que cresceu sob a influência de um pai que ensinou a nunca estar dentro deste padrão da sociedade, criar um filho com algum tipo de base, de tradição, de regras…bem complicado, né?

Eu escolhi criar meus filhos com esta mesma liberdade de escolhas e de procurar as próprias soluções com a qual eu cresci, mas no meio do caminho (Pedro está com 5 anos), percebi que quando se trata de crianças pequenas, há que se criar regras, há que se direcionar.

Para isso, eu precisaria criar meu próprio conjunto de regras e tradições. Será que tradição precisa ser necessariamente alguma coisa centenária? Ou pode ser assim, fresquinha e criada agora?

Eu tenho pra mim que as tradições são um tipo de conforto familiar, um porto seguro no calendário anual, uma coisa que você já sabe que vai acontecer, sem precisar vencer o dia, sem precisar planejar nada.

Também estou aprendendo que tradições se fazem na rotina diária, aqui em casa tenho a “tradição” de tomar café numa xícara bem grande e quentinha, ás vezes, molhando o pão no leite, e o Pedro faz igual, a Cacá também. Criamos a tradição do cofrinho de ano novo, a tradição do piquenique de sábado, do aniversário com bolo na cama, enfim, são as nossas tradições, novinhas e em aperfeiçoamento, o que cabe para nós, o que se encaixa na nossa família.

Eu sei que lá na frente, quando eles estiverem maiores, vão se lembrar destes momentos com carinho, isto tudo vai fazer parte de quem eles serão e como vão encarar a vida, quem sabe isso os ajude quando for a hora de curtir esta liberdade, de encontrar as próprias soluções, o próprio caminho. Pensando bem, acho que o meu pai, sem querer, criou a tradição da “não-tradição”, a tradição da liberdade, que faz parte de quem eu sou e sou feliz por isso.

Por enquanto, bora curtir o arraiá, que é uma tradição que eu adoooro! ;)

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