Durante / PostNovela

Cap. 21 – Flatus Gravídicus A barriga da gestante é um universo :) Fabiana Deziderio

27 de julho de 2012

Cap. 21 – Flatus Gravídicus

É um tal de empurra de lá, de cá que a barriga não aguenta :)

No capítulo anterior pai e filho brigam como irmãos (conhece isso?). Vai lá.

Episódio de hoje: Flatus Gravídicus

Como tudo na vida, a gravidez tem dois lados. Um deles é perceber o crescimento do bebê, é sentir o primeiro chute, é escutar o coração batendo. O outro é a consequência de tudo isso. Uma das mais marcantes é a vontade endoidecida de fazer pum (não me venha com o puritanismo clássico de quem senta na privada e solta florzinhas de morango, ok?).

E como a minha mente é rica em material terapêutico, elaborei uma teoria para explicar esse fenômeno e é ela (a teoria) quem vai dar a nota da postnovela de hoje. Preparada?

Imagine que você é um fetinho crescendo. A barriga é o universo. Não há dia nem noite e o inquilinato tem período definido e longo. Imagine agora que você é um ser pensante. Que está achando tudo monótono e que por instinto está procurando algo para se divertir.

Ai, num destes momentos de luz, de insight, você desperta e percebe que quando sua mãe come coisas estranhas acontece um fenômeno incrível dentro da barriga: Aparecem bolhas, muitas bolhas.

Você, sem titubear, emite desejos. Precisa entender a lógica e a estatística. Precisa filosofar. Pede lagosta com jaca, caranguejo com brigadeiro e mousse de chocolate branco com salsicha.

A cada vez que sua mãe consome seus desejos, você percebe que os gases aumentam e como você tem pés e mãos começa a nadar, a empurrar e a estourar as bolhas da barriga. Ah, puxa vida: Finalmente algo para se divertir!!!

O detalhe é que a coisa fica tão, mas tão legal, que você começa a usar os órgãos internos da sua mãe como obstáculos e com isso cria níveis diferentes de um game sem fim. Ok, você vai ser o grande campeão até nascer (salvo que tenha irmãos, aí dá pra criar uma disputa mais elaborada).

Mas, como você é um bebê e esse game envolve esforço físico, bate um soninho e você finalmente sente vontade de dormir.

Agora corta a cena. Vamos para o lado de fora da barriga da mãe.

A cada bolha estourada do feto = um pum. A cada pum um pensamento “quando isso vai parar?”. A cada pensamento o desejo de ficar sozinha no universo, porque dá vergonha. Mas, a vergonha é menor que a vontade de soltar as “bufas”. E com isso a dignidade da gestante, que era pequena, some. E vou falar, não tem solução não, viu?

O negócio é andar em locais arejados, espaçados, e tentar controlar o barulho, porque a culpa do cheiro é totalmente terceirizável e ninguém desconfia de alguém que carrega um bebê na barriga…rs.

Vamos para o erro de gravação?

Eu: – Má. Você lembra se eu soltava muito pum quando estava grávida? (ok gente, não é exatamente uma coisa que queremos saber, mas tudo em nome da postnovela).

Ele então coça a costeleta, dá um sorrisinho e responde: – Pra caramba!!!

FIM

Semana que vem tem mais, muito mais Fragmentos da Vida Materna – a primeira postnovela materna brasileira.

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