Durante / Maternidade Real

Segundo filho: sobra amor para quem está por vir? ou 'dúvidas de mãe de segunda viagem' Carol Baggio

22 de agosto de 2013

Segundo filho: sobra amor para quem está por vir?

Ah, como é sábio o ditado: "coração de mãe sempre cabe mais um"!

Eis que Nina fará 3 anos dia 23, e eu confesso que estou totalmente apaixonada por essa idade. Passada a fase dos ~difíceis~ 2 anos, este novo momento é repleto de descobertas, cumplicidade e, cada vez mais, a expressão de uma personalidade única (e querida). Aí que sempre me pergunto: será que serei capaz de amar um segundo filho?

Quando eu engravidei este ano, idealizei que teria outra menina. Eu amo ser mãe de menina, curto demais toda meiguice que minha filha sempre apresentou, além de uma conexão muito gostosa com ela. Na minha cabeça era tão claro que seria “mais fácil” ter outra menina, que fiquei na expectativa da “segunda filha”. Idealizei também a imensa vontade que sempre tive de ter uma irmã – pra ser minha cúmplice e verdadeira amiga. Ah, claro, sem contar na praticidade do dia a dia – o mesmo quarto,  as inúmeras roupas guardadas, a economia de dividir brinquedos…

Bom, mas filho sempre vem pra mexer com nossas estruturas, né? Confesso que quando saí do ultrassom que revelou ser um menino, estava meio cabisbaixa.  Feliz, acima de tudo, por ver um bebezinho saudável, que fique claro! Mas, enquanto o André dava pulos de alegria (no fundo, ele queria um menininho, apesar de ser super apegado à Nina), eu estava com aquela cara de quem ainda não tinha digerido direito a notícia. E assim foi por algumas semanas. Até que a ficha caiu e me acostumei com a ideia, indo além: passando a me conectar com o meu pequeno, entendendo que cada filho é único, especial e vem escrever sua história.

Só que, enquanto ele está na barriga, eu ainda titubeio sobre minha capacidade de amar. Tenho muitos momentos a sós com minha filha – principalmente quando o pai viaja – e quando estamos juntas, sinto um amor tão infinito e intenso, que continuo a questionar “será que vai sobrar alguma coisinha pro Bento?”.  Esta semana, num papo delicioso sobre parto com a querida Anne, comentei desse sentimento. Ela, mãe de dois meninos, disse que é normal, que já passou por isso e que, basta ver a carinha do segundo pra tudo mudar. Outras amigas também já assumiram esse medo e o superaram, então não é algo que me aflige intensamente, é mais uma curiosidade diante do que está por vir.

Se eu fico “na dúvida” sobre a quantidade de amor que conseguirei sentir, Nina está bem segura de si. Hoje, no desenho do Sid, o Cientista, apareceu o irmão dele. Eu brinquei e falei “filha, o Sid tem irmão! A Nina não tem, né?”. Foi quando ela falou bem enfática “Claro que eu tenho, mamãe, o Bentinho tá na sua barriga. Ele é meu irmãozinho!!!”. Ai, caí de amores pelos dois!

E vocês, também já pensaram sobre como é amar um segundo filho? Como lidaram com isso? (Aceito dicas!!!)

~ Em tempo: com a barriga pesada, resolvemos não fazer festa de aniversário este ano pra Nina, que terá uma comemoração na escola com os amigos. Por lá, há um ritual muito gostoso para o aniversariante, que ela aguarda há semanas, e isso nos deixou confortável. Se você também pensa em comemorar assim, aproveite nossas dicas de como fazer uma festa inesquecível para seu filho na escola.

carol_interna

Jornalista de Campinas que, apesar de morar desde 2002 em São Paulo, continua puxando o erre. Carol vive de dieta e adora protetor solar com base. Libriana, acha que é uma pessoa um pouco indecisa, talvez. “Amasiada” com o André, mãe da Nina e autora do blog Nina Ensina.

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