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Filhos: como sobreviver à sinceridade infantil A fase da verdade Fabiana Deziderio

28 de junho de 2013

Filhos: como sobreviver à sinceridade infantil

Dar fora, em casa, é praticamente uma questão genética.

Você já pensou em gravar a voz do seu filho para guardar de recordação? Veja o resultado divertido disso aqui.

Episódio 60: Filho de peixe, peixinho sem noção é!

Bom, quero começar este capítulo dizendo que me senti profundamente aliviada quando vi Joaquim cruzar a fronteira dos 3 anos, afinal, o misterioso e envolvente terrible two seria apenas uma lembrança doce/azeda do passado (pausa para suspiro).

suspiro…

alívio…

suspiro…

alívio…

- Ei, quem está cutucando as minhas costas? Eu estava dormindo gostoso!

(com eco) – Sou eu,  A REALIDADE (mais eco, desta vez com risada fatal).

Ehhhhhh minha cara webspectadora, o terrible two passou, mas troquei a fase do “joguinho para: A “síndrome da verdade nua e crua”, que eu já adaptei para “síndrome da vergonha”, “síndrome do quero comprar um buraco portátil para enfiar minha cabeça dentro”. Vem que eu vou te mostrar o que rola.

Outro dia, um gordinho vinha pela rua (por Deus, nada contra os gordinhos, hein?). A camisa não cabia na barriga, tava “cobre 2/3 de pança”, sabe? Aquela cena me deu um suadouro, uma gastura, um comichão com coçadinha, porque eu sabia que o moleque não se calaria e quando a rua silenciou (porque nesta hora nunca passa um caminhão de lixo para salvar) ele disse sem filtro algum:  – Nossa mamãe, que gorducho! (e ainda apontou, porque desgraça pouca é bobagem..).

Ai filho, eu sei, tu sabes, mas o mundo não precisa ficar sabendo!!! (AHHHHH! grito de desespero).

Mas ai lembrei que filho de peixe, peixinho é, e junto com esta confirmação do dito + efeito de fumaça, recordei de um dos meus foras homéricos… Uma moça na porta da maternidade usava vestido até os pés e tinha as mãos apoiando as costas. Ela sorriu fofamente e pediu para que eu passasse na frente, já que estava com Joaquim no colo. E então, eu e minha educação “phyna” soltamos o seguinte: -  Imagina, você é prioridade.

Resposta bomba (prestenção): – Mas eu não estou grávida.

Locução: Atenção, ela dança o brasileirinho e se prepara para o duplo twist carpado. Ela vem com graça, elegância e consegue entrar com perfeição no buraco da vergonha!!!

Notas: 10.0 | 10.0 | 10.0 (é do brasil!!!)

Ai, certa feita conversando numa rodinha de mães, soltei algo que não se solta (se prende): – De quanto tempo está? Resposta: – Não estou, minha filha tem 2 anos.

E atenção: Nossa ginasta  passa hoje pelo exame antidoping devido a alta performance em saltos para o buraco da vergonha.

Voltando para o texto…rs

A psicóloga já me disse que verdade é verdade, que é questão de dosar. Mas fala pra mim: Como eu, euzinha, filha de Iris (rainha dos foras), neta de Hilda, sobrinha de Zaine + Mima, irmã de Luciana e prima de Vivian, ensino para o moleque que isso não se faz? Eu tenho a genética!!!!!

E enquanto isso a vida caminha, a gente sente meio vergonha, meio orgulho (com borda de gergelim) e segura a onda para não deixar o samba morrer. :]

Trilha de hoje (então, me dá um si menor ai menino!)

FIM

Deixe o seu Comentário


  • Nath C

    Hahahaha hilário isso. Mas, fique tranquila, vc não está sozinha nesse mundo.

    Um dia entrou uma cliente na loja que eu trabalhava (quando eu era vendedora) com um bebe no colo e eu disse “que lindo seu netinho” e ela respondeu com cara de vou-fuzilar-você: Ele é meu filho!

    Então dei um risinho amarelo-escuro e pedi desculpas (a melhor coisa nessa hora é sumir sem dizer nada).

    E acho mesmo que isso é de familia.

    Minha mãe contou que um dia encontrou com uma amiga que já não via a bastante tempo e a moça tinha acabado de parir… minha mãe mostrou o bebe pro meu irmão, que na época tinha uns 3 anos e disse:

    Olha filho, não é bonitinho? ele respondeu: É. Bonitinho igual um macaquinho. (a amiga da minha mãe era negra).

    Minha mãe ficou em choque nesse dia. Não que ela ensinasse racismo pro garoto até pq nossa avó era negra e “racismo” não existe na nossa familia. Mas… criança é assim mesmo, espontânea (até demais).

    • Fabiana Deziderio

      Ai meu Deus!!! Meu Deus, Meu Deus. 10.0 | 10.0 | 10.0 pra família toda, rs. Essa tal genética…(tamo ferrada, rs).

  • Helena Sordili

    Putz! Ja fiz dessas hein? Isa teve uma fase de rejeitar presente: “esse eu já tenho” coisa antipática! HAHAH
    Mas passou! Tato ainda não está dando esses foras, mas sei que não estou livre deles ainda…
    beijos

    • Fabiana Deziderio

      Lele. Essa do presente dói, hein? Hahahahahaha. Ainda bem que passa (bom, eu acho que passa, já que aqui a coisa é genética, rs). bjs

  • Samara Francine Gonçalves

    Ameiiiiii
    t


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