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Falta de apoio para decisões importantes Quando mais precisamos de suporte... Fabiana Deziderio

22 de outubro de 2013

Falta de apoio para decisões importantes

Nós esperamos apoio, mas às vezes ele não aparece

Atenção para o top de 5 segundos. 5 – Logo mais começa: “Falta de apoio para decisões importantes”. 4 – Você já ouviu falar em reencarnação? 3 – Tipo, desencarna aqui e nasce ali? 2 – Então, dê uma olhada na postnovela da semana passada. 1 – Vai começar!!! Sai do banheiro!!!!!

No ar: Episódio 75

Cara webspectadora, vou começar esta postnovela dizendo que todas as decisões, pequenas ou grandes, que envolvem filhos são complicadas e costumamos ficar um bocadinho apreensivas. Se você somar isso à falta de apoio na hora em que mais precisamos, vai chegar no ápice do capítulo de hoje (vou contar tudinho nas linhas abaixo). Bora começar?

Passo 1: Avaliar o fluxo abaixo comigo

Ligação da escola -> reunião com a professora e com a diretora -> sozinha, numa mesa, recebo uma enxurrada de informações:

1) Joaquim parou na diretoria (quem está preparada para ver o filho na diretoria com 3 anos, quem? Editor, colocar eco).

2) Joaquim não responde as questões, mesmo sabendo as respostas.

3) Joaquim não mostra afetividade com as professoras.

-> Fecha fluxo com uma indicação: procure uma psicóloga.

Conseguem imaginar como me senti? A pior entre as piores, né? Mas, como sempre acho que a culpa é minha (rá), pensei que era  melhor buscar uma boa ajudam, e logo. Até porque meu instinto sinalizava algo de errado e meu lindo filhotinho, para contribuir, não parava de inventar doenças e febres para faltar (a doçura da maternidade, rs).

Agora que já entendeu o drama, vamos pular para o parecer da psicóloga, “vaivendu”: Joaquim é um menino criativo e precisa de mais estímulos, além disso ele é uma criança de espaços pequenos. Avalia com essa mãe de coração ralado: Joaquim estudava numa escola de freiras (quer mais tradicional?) e que parecia uma cidade (quer maior?).

Passo 2: Retomar o fluxo (por isso que as mães são mega normais)

A escola me chama -> recomenda uma psicóloga -> a psicóloga me chama -> recomenda outra escola.

Tchãns!!!

Agora, vem comigo para o momento onde o caminhão da melancia cai sobre a cabeça com a tal falta de apoio. Quando eu abri a boca para contar tudo isso para a metade genética do Joaquim, o tempo fechou!!! (Som de trovão, please).

Marcão ficou furioso, soltou mais perguntas que questionário de seguro de vida/previdência e deixou bem claro que não me apoiaria (depois ele cedeu fingindo não saber). Gente, gente, gente, gente… Senti-me a maior mãe lixo da cidade! Sabia que era importante, não tinha o apoio de ninguém, porque era uma mudança de meio de ano, mas segui adiante pensando nas possibilidades. Foi aí que lembrei da personal/colega/psicóloga do Joaquim. Passei a mão no telefone, liguei, falamos ainda mais sobre o assunto e me convenci de que aquilo era o certo.

Escolhi a escola, levei Joaquim para se despedir da antiga (recomendação da psico para fechamento de ciclo) e fui com a cara e a coragem e o fiofó na mão fazer a adaptação da criança. E vou contar que eu precisei ficar lá por dois dias (só). No terceiro, ele estava totalmente adaptado. Palmas!!!!!! (Não me perguntem onde achei este vídeo, só sei que achei).

E a alegria da escolha não para por aí. Joaquim beijou a nova professora no primeiro dia (ué, e a tal falta de amorosidade?) e o maridão (gif animado com letras piscando) disse o seguinte: “ainda bem que você não me escutou, ele está muito feliz”.

Palmas do macaco novamente!!!

Moral da história:

Nossa intuição vale ouro. Eu só encarei esta mudança, porque sabia que tinha algo errado e porque tive a ajuda da psicóloga. Não fosse isso, teria desistido. No mais, não estamos sós o tempo todo. É claro que queremos a ajuda de quem está ao nosso lado, mas se não tem essa, tem outra, a gente precisa ampliar os horizontes. Aliás, deixo aqui um convite para participar de  nosso grupo no facebook, as mães que estão lá são mega acolhedoras.

Trilha solitária de hoje para nunca mais ;]

FIM

Não perca o próximo e incrível episódio de Fragmentos da Vida Materna. A primeira postnovela materna brasileira.

fabianadeziderio_interna.jpg

A Fabi chegou no finalzinho de 2011 e emprestou para nós sua filosofia de vida e de maternidade: se tudo mais falhar, ria de si mesma! Ela é mãe do Joaquim, fundadora da postnovela “Fragmentos da Vida Materna” e do Mãenicômio, e gerente da plataforma Mulher & Mãe.

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