PostNovela / Sempre

Isso me irrita profundamente e me irrita de montão! Fabiana Deziderio

10 de setembro de 2013

Isso me irrita profundamente

Mães perfeitas e impecáveis não existem!

Atenção para o top de 5 segundos. 5 – Logo mais começa “Isso me irrita“. 4 – Você já comeu alguma coisa escondida? 3 – Escondida do seu filho? 2 – Um brigadeirinho inocente? 1 – Eu também, olha aqui minha história!

No ar: Episódio 71 (corre com o baldinho de pipoca!)

Meu marido sempre fala: “como você é irritadinha”, e de fato sou. Sou de aumentar a produção de bile, de dilatar o fígado, de explodir por dentro, mas, com o tempo (e para viver em sociedade), acabei arrumando algumas formas de controlar e conviver com este lado “indignado” com o mundo. Até porque, como mãe, não acho muito saudável passar isso para o Joaquim.

Mas tem hora que eu preciso desabafar, sabe? Porque fica tanta coisa entalada na boca, no peito e no sistema gastrointestinal, que eu não me consigo ficar tão quietinha. Hoje, a postnovela vai funcionar como uma sessão de terapia. Bora esquentar com pequenas e bobas coisas que me irritam para depois chegar ao ápice do capítulo?

Coisa boba 1 -  Hi-5

Joaquim ama e eu… Como posso dizer… Fico passada com aqueles moços que se levam a sério. Sei que tem mãe que gosta, mas eu acho muito, muito chato. Aliás, acho irritante, rs.

Coisa boba 2 – The Fresh Beat Bands

Esse é outro martírio, porque Joaquim A-D-O-R-A. Eu padeço com o pessoal cantando como se estivesse no American Idol e vou contar um outro segredo que me irrita profundamente nesse programa (encosta o ouvido aqui): o que é o cabelo da personagem morena? Alguém já disse que no mundo existe tesoura?

Coisa boba 3 – Palavra Cantanda

Tá, eu sei que o material é de boa qualidade, que é um belo produto nacional. Mas eu não suporto aquele povo batendo a mão na música da barata. Fico meio que parada, hipnotizada, indignada e só consigo reclamar disso pro Marcão (pai do Joaquim), que nesse aspecto é tão Zé Buscapé quanto eu!

Pronto, agora que eu já esquentei com pequeninas coisas, vou para o “cerne” da questão, para o que de fato me irritou e muito na última semana. Vocês chegaram a ver uma frase que está rolando na internet e que diz algo mais ou menos assim:  “quando você dá Miojo para uma criança, uma fada morre”?

Away, ajuda a tia Fabi a demonstrar o que sentiu quando leu essa frase?

Pois é, amiga expectadora, sendo conhecedora da militância materna, não creio que seja uma frase muito fofa, então, quando eu li, me irritei profundamente, porque passaram um milhão de coisas pela minha cabeça.

A primeira delas foi uma cena em que eu estava no cursinho, estudávamos o livro “A hora da estrela”, de Clarice Lispector. Lembro que uma parte da história me deixou mal, porque a personagem Macabéa só tinha dinheiro para comer cachorro-quente de rua. Juro que meu coração apertava ao pensar na situação.

Então, como Deus é um cara bom comigo, me mostrou que pessoas assim existem na vida real. Isso aí, eu conheci um menino que fez a mesma dieta por um tempão (sem contar pra ninguém), porque se ele comesse direito, andava mais de 2 horas para chegar em casa. Sabe aquele lance de vida real? Aquele que dói? Aquele onde devemos atuar de alguma forma? Pois é…

Todas essas memórias me levaram também para as pessoas que não tem nada nem no prato e nem no coração, para casas frias de amor, das camas sem coberta, para os pais que estão presos, para as mães que ficam o dia todo trabalhando para dar alguma comida para os filhos. Para a vida nua e crua, para os dramas, dores, amores, e conclui, com o coração apertado: que rumo triste a maternidade está tomando com tantas cobranças descabidas.

E como sou de família italiana, com alguns traços anarquistas (graças a Deus), resolvi engolir a raiva e comemorar a rebeldia. Parei 5 minutos e preparei um belo prato de macarrão instantâneo (porque não há no mundo uma mãe que só dê esse tipo de alimento para o filho e, se existe, é uma exceção por alguma necessidade extrema). Aí peguei meu moleque, sentei ele em meu colo. Senti o cheiro, o calor e o abracei como se nunca tivesse feito isso antes. Pensei nas mães que não têm mais filhos, na felicidade de estarmos juntos e falei bem alto antes de dar a primeira garfada (e para nunca mais esquecer das prioridades da vida): antes a fada do que eu!

Um viva para tudo o que realmente importa (e que não me irrita)!

Trilha de hoje:

FIM

 

fabianadeziderio_interna.jpg

A Fabi chegou no finalzinho de 2011 e emprestou para nós sua filosofia de vida e de maternidade: se tudo mais falhar, ria de si mesma! Ela é mãe do Joaquim, fundadora da postnovela “Fragmentos da Vida Materna” e do Mãenicômio, e gerente da plataforma Mulher & Mãe.

Deixe o seu Comentário


  • Silma Matos

    Guria eu tbm sou pavio curto… rsrsrs. Eu não recebi essa asneira do miojo. Acho um saco essa ditadura materna, muitas querendo posar de mãe perfeita, vai na casa delas que vc vai a perfeição por trás dos panos. :P
    Bjs

    • Fabiana Deziderio

      Sil. Vai ver sob o tapete, tá tudo guardadinho lá. Falta é AMOR no mundo flor. Beijocas.

  • cynthiasara

    Antes a fada do que eu, disse tudo, fabi! alias, antes todo o reino encantado do que minha casa rs, amo seus postsnovela
    beijo querida
    Cy do fala, mãe!

    • Fabiana Deziderio

      Cy. Daqui a pouco vão dizer que estamos desequilibrando a fauna e flora do reino encantado. Ps: to nem ai pras fadas. Prefiro cachorrinhos :)

  • bichomae

    Arthur também ama HI-5 e The Fresh Beat Bands rss e também me irrita muito o cabelo da morena que parece uma peruca daquelas piores que existem rss… E sobre o miojo e a fada quando vi no face até comentei que aqui já matamos muitas fadas kkkkk Adorei o post!!! Bjosss

    • Fabiana Deziderio

      Flá. É isso! Parece uma peruca mal feita. Eu tenho vontade de picotar tudo!!! Ps: Não conta pra ninguém, mas fadas não existem…hahahahhaha

      • bichomae

        Bem que eu desconfiava… hahahaha

  • Helena Sordili

    Ai Fabi… me irrita tb!
    irrita muito esse tipo de cobrança, mesquinharia e bobagens afins.
    As pessoas tomam tudo por si, pelos seus radicalismos e verdades absolutas… isso irriiiiiiita mesmo!
    Mas, Palavra Cantada…. tsc tsc
    AHHAHAHA
    beijos amoura

    • Fabiana Deziderio

      Lele, peguei pesado com palavra cantada, é? Hahahahahahahahahahahahahhaha. Por uma vida desintoxicada de radicalismos. Essa porcaria deixa a gente doente :)

  • Raquel Cassoli

    AMEI!!!!!!!! Eu tbm sou dessas italianas anarquistas…se as fadas morrem com o miojo o que será que acontece, quando depois de um passeio ótimo no shopping (aquele que os pequenos já correram tanto e pularam tanto no brinquedão e estão com o bom humor nas alturas- do insuportável) e vc para no Mc Donalds para facilitar a vida ( a sua claro)?? Mas antes as fadas do que eu. Porque no fim do passeio tem aquele abraço gostoso e o filho fala: te amo, mãe, vc sabe tudo o que eu gosto!

    • Fabiana Deziderio

      Raquel. As pessoas podem não saber, mas a energia desse abraço de “te amo, mãe”, coloca um solzinho a mais no céu! Vamos festejar aquilo que realmente importa! Bjão

  • Rogéria Thompson

    hahahahahahhaha fiquei irritadíssima, vi essa frase e já tem um tempo… como é um grupo de militância contra o consumismo infantil eu brinquei que se a fada por a Sininho que fica impondo os produtos dela eu tô perdoada né???? Estou matando uma agora mesmo… ah! num tô não, sou eu que tô comendo e não os filhos. kkkkkkkkkkkkkkk Bjs, querida!!

    • Fabiana Deziderio

      Rogéria!!! Só Theo resolve, gata. Esse lance de colocar problema onde não tem me irrita! Rs. Bom apetite e usufrua com muita saúde :)

  • Tatiana Marques

    Você não sabe o quanto, o quanto, O QUANTO, eu amei esse seu post. Falou tudo! É isso! Sou bem dessas, que nem você! Me identifiquei total! A noção do que é realmente importante hoje em dia está se diluindo… e cabe a nós fazer renascer isso em nossos filhos… amei demais! #amigacomenta

    • Fabiana Deziderio

      Tati. Sabe qual é a melhor parte? O verdadeiro as vezes fica de ladinho, mas não morre é nunca! Bjão :)

  • Lia Flávia Savaris Prokisch

    Posso falar Tia Fabi? Seu post mexeu comigo!
    Vou te contar um pouquinho da minha história…
    Tive uma infância boa, abastada e com TUDO na mesa. Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas e na minha adolescência, perdemos tudo que a gente tinha, saimos de uma cobertura luxuosa e fomos morar em um kitnet e a única coisa que a família inteira tinha dinheiro para comprar era: Miojo e Nuggets.
    E eu vivi almoçando e jantando esse combo por alguns longos meses. Ou era isso ou a gente não comia. Sei muito bem o que você sentiu qdo pensou nas famílias que tem pouco ou nada, nas mães que não podem ficar com seus filhos, nos pais que buscam desesperadamente um emprego para colocar algo mais recheado na mesa de seus filhos!
    Amei a reflexão e principalmente a parte do ” Antes da fada do que eu”!
    Beijos carinhosos!

    • Fabiana Deziderio

      Lia! Fico feliz que a fase tenha passado (a sua e a minha). Meu pai saiu de casa quando eu tinha 17 e levou o que podia. Mas isso nos fortalece e volta nossos olhos para aquilo que realmente é importante. Agora, só de foca na balança!!! 10K de beijos, rs.


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