PostNovela / Sempre

Mães que trabalham ou querem trabalhar sem sofrer preconceito... Fabiana Deziderio

12 de novembro de 2013

Mães que trabalham ou querem trabalhar

Uma visão diferente sobre nossas habilidades pós-filhos.

Atenção para o top de 5 segundos: 5 – Já já iniciaremos “Mães que trabalham“. 4 – Você já curtiu hoje a delícia que mora na sua vida? 3 – Curtir mesmo, relembrar os melhores momentos? 2 – Não? Então, dê uma olhadinha aqui. 1 – Pega o refresco e vem correndo, vai começar!

No ar: Episódio 76

Sem colocar panos quentes e regular no português: toda mãe sente a recepção (só que não) do mercado de trabalho. Basta você colocar idade + estado civil + quantidade de filhos para ser enquadrada como “virge, vai faltar demais”.

A gente deixa isso meio assim, meio assado, porque padecemos de culpa crônica e não é nada fácil escolher entre trabalhar e ficar em casa. Até hoje a equação não fecha para a maioria das mães.

Mas sabe? Antes de sair por aí com o currículo debaixo do braço, é necessário fazermos um exercício de autoestima. Você sempre foi boa no que faz? Sempre foi uma profissional dedicada e competente? O que falta é um bom olhar sobre a nova condição de mãe, então segura a minha mão que eu vou contar pra você 5 coisinhas que a gente melhora e muito depois que os pequeninos chegam. Bora pra postnovela!!!

1) Comprometimento (cada vez maior)

Fazendo uma conta rápida e por baixo, nós tomamos em média 15 picadas de agulha no pré-natal, sem contar exame de diabete gestacional, urina em cama ginecológica, toque, entre outros. Tudo isso para garantir a saúde de alguém que nem conhecemos pessoalmente. Quer pessoa mais comprometida que essa?

2) Força/Resistência

Parir envolve dor (independente do método escolhido), amamentar também dói e a falta de sono testa todos os nossos limites. Mas nós encaramos tudo, porque sabemos o quão importante é ter alguém saudável nos braços. Somos, sim, fortes e testamos com a maternidade os novos limites da resistência. Alguém duvida disso?

3) Tolerância

Depois que eles nascem, descobrimos um novo limite. Recebemos um milhão de pitacos, convivemos com culturas de criações diferentes, sofremos alguns preconceitos (alguém aí já foi chamada de #menasmãe?) e mesmo assim seguimos cuidando de nossos filhos. Sim, nossa tolerância aumenta horrores, e vou dizer: levamos isso para qualquer lugar, inclusive para o trabalho. Pode contar como pontinho positivo.

4) Negociação

Filhos representam uma lista (interminável) de exigências. Mães passam o dia negociando, renegociando e negociando novamente. De verdade, encontramos um novo sentido para a palavra, já que ela está presente em nossa vida 24 horas por dia, 7 dias por semana! E quer saber? Não importa quantos diplomas a pessoa tenha, se ela nunca passou pela prova de fogo, é café com leite. Qual prova? Tirar um filho da loja de brinquedo de forma civilizada, rs. Que mãe não se sente poderosa quando consegue isso?

5) Multitarefa

Mães apartam briga com apenas uma das mãos, digitam com a outra e seguram a chupeta com o pé, antes que ela espatife no chão e precise ser lavada. Tudo isso com um bebê no colo!!! E tem mais, possuímos uma habilidade chocante, muito chocante mesmo, chocante de verdade: a arte de falar com alguém enquanto tem uma ou mais crianças choramingando em nosso ouvido. Alguém aí se identifica?

Por essas e outras é que devemos rever a conversa que fica nas entrelinhas da entrevista (aquele: eu te ligo depois). Precisamos, sim, de flexibilidade, mas temos muito para entregar também. Quando encontramos uma empresa que compreenda isso, devolvemos fidelidade, gratidão e mais comprometimento. Então, vale e vale muito contratar uma mulher e mãe. Acredite nisso!

E antes de encerrarmos, aproveito para agradecer meu chefe. Encontrei resistência da parte dele quando coloquei minha necessidade de flexibilidade (trabalho remoto quando necessário), mas ele resolveu abrir mão de suas crenças para testar algo novo. Foram quase três meses até encontrarmos um jeito que ficasse bom para os dois, faz parte do processo. Que outros chefes também abram suas mentes para o novo!

Trilha de hoje:

FIM

Não perca o próximo episódio de: Fragmentos da Vida Materna, a primeira postnovela materna brasileira!!!

 

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A Fabi chegou no finalzinho de 2011 e emprestou para nós sua filosofia de vida e de maternidade: se tudo mais falhar, ria de si mesma! Ela é mãe do Joaquim, fundadora da postnovela “Fragmentos da Vida Materna” e do Mãenicômio, e gerente da plataforma Mulher & Mãe.

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