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Carol, por mim mesma "Da infância, gostava de brincar com os carrinhos do meu irmão mais velho" Carol Baggio

17 de abril de 2013

Carol, por mim mesma

A foto é da Melissa Haidar, que é mamãe do Ian, um garotão lindo de 4 anos,

Eu nunca passei horas brincando de casinha, nem de boneca. Pelo menos, não que eu me lembre. Da infância, gostava de brincar com os carrinhos do meu irmão mais velho – adorava o boneco Falcon da Estrela, que mexia os olhos (#quemnunca). Não tive Barbie, nem Meu Bebê, só uma única Suzi fez história em casa, além da Emília, claro. O tempo passou… e eu sempre achei muito estranho meninas que diziam que o grande sonho era ser mãe. Quando me imaginava adulta, pensava em algo “maior” que ter filhos (existe algo maior que a maternidade?).

Saí de casa aos 18 anos para fazer faculdade em outra cidade e nunca mais parei. Do interior fui morar em outro país, e quando voltei depois de um ano, finquei bandeira em São Paulo, essa terra tão… tão… tão São Paulo. Um dia, numa consulta com a nutricionista, ouvi a seguinte frase: “Engraçado, sua barriga aumentou! A circunferência está maior. Será que você não está grávida?”. Sim, foi desse jeito que descobri que seria mãe. Como dá para ver, não foi nada planejado, e a chegada da Nina naquele 23 de agosto de 2010 mudou radicalmente minha vida.

Eu, que me achava determinada, que batalhei para fazer minha faculdade pública, que juntei todo o dinheiro possível e impossível para viajar, me vi com um serzinho no colo sem saber o que fazer… Ela chorava, eu chorava, chorávamos. Eu, ela e minha sombra… (quem já leu Laura Gutman, levante o mouse! – quem ainda não, prometo que falo em outro post!). Enfim, sobrevivemos, tanto que estou aqui narrando tudo isso sem nem derramar lágrimas (acho que superei, né?).

Bom, mas já que é pra vocês me conhecerem, eu digo: sou daquelas que “pirou” com a maternidade, no sentido mais intenso e amplo da palavra. Nunca me imaginei mãe, e agora não me imagino sem filha. Sou apegada, dependente e apaixonada, e acima de tudo, me dou um grande direito: aprender a cada dia a ser uma pessoa melhor, graças à convivência com a pequena. Digo me dou o direito, porque vejo mães aos montes que não se permitem isso, o que, penso eu, é um grande desperdício. Claro, cada um, cada um… mas, fala sério: pra quem a vida não ficou beeeem melhor com a chegada de um bebezinho?

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